O Sindicato dos Inspectores do Trabalho foi criado para defesa dos interesses de todos os inspectores do trabalho. Desde a sua criação em 22 de Maio de 2010 já muito trabalho foi desenvolvido pela actual Direcção. Nem todo o trabalho efectuado tem visibilidade, mas é feito e, asseguramos que tão melhor é feito e, tão mais somos respeitados e ouvidos quantos mais aderirmos ao SIT. A nossa força advém da união da nossa classe em torno de objectivos comuns. Não somos apenas mais um Sindicato. Somos o Vosso Sindicato, o único que representa a classe e que nos pode representar dentro da ACT e aí melhor defender o interesse de todos nós. Porque neste Sindicato não há sindicalistas nem sindicalizados. Todos são chamados a pronunciar-se e a participar activamente na construção e definição do nosso futuro profissional. Há órgãos e sócios, mas todos somos inspectores do trabalho e colegas e é esse denominador comum que nos deve unir em torno deste projecto.

Todos quantos se queiram sindicalizar poderão endereçar o pedido de boletim de inscrição para o e-mail geral@sit.pt

Na verdade, este é um Organismo altamente carenciado de meios humanos pelo que qualquer medida tomada nesse sentido revela-se altamente penalizadora para os Inspectores do Trabalho que se vêem forçados a dispersar o seu trabalho por tarefas acessórias, com prejuízo sério no desenvolvimento da sua missão e atribuições, consequente dificuldade em honrar os compromissos assumidos pela tutela perante os parceiros sociais e inevitável incumprimento por parte do Estado das mais elementares regras consagradas nas Convenções OIT ratificadas por Portugal. E tudo isto com um sacrifício acrescido que já não é tolerável esperar dos Inspectores do Trabalho.

Os Inspectores do Trabalho consideram inaceitável a medida de congelar retribuições e progressões na carreira. A medida além de injusta para a nossa classe – que ano após ano tem vindo a ser pressionada além do limite humanamente admissível mediante a imposição de objectivos absurdos e inatingíveis – cria um precedente grave na nossa relação com as entidades empregadoras e gera um desconforto inultrapassável no relacionamento com empresas em situação economicamente difícil, com os prejuízos que daí podem, consequentemente, advir para todos os trabalhadores portugueses que laborem em empresas em crise.

Ademais, os cortes fazem perigar o estatuto do inspector do trabalho a um ponto crítico, em particular quanto aos inspectores deslocados, que têm a dificuldade acrescida dos custos inerentes às deslocações e se confrontam já com dificuldades económicas gravíssimas.

O nosso Sindicato, enquanto entidade responsável, está ciente das dificuldades que o país enfrenta. Estamos, pois disponíveis para encontrar soluções que permitam um decréscimo da despesa pública no nosso Organismo. Só daremos o nosso aval a soluções consensualizadas e não a decisões unilateralmente impostas. Chamamos a atenção de que o nosso Sindicato não foi ouvido no processo de tomada de decisão destes “cortes” absurdos e de que o nosso Organismo é contributivo do Estado em matéria de arrecadação de coimas e não o inverso.

Por tudo isto, condenamos as medidas anunciadas e manifestamos o nosso apoio aos movimentos sindicais, demonstrando a nossa solidariedade mediante o cumprimento da greve agendada para o dia 24 de Novembro.

A opção assumida de não convocar greve prende-se exclusivamente com o facto de entendermos que o SIT deverá recorrer à greve, em matérias de foro estritamente interno, opção que queremos deixar em aberto para qualquer eventual violação grosseira dos nossos direitos enquanto Inspectores do Trabalho.

É a nossa vida, o nosso trabalho e o nosso futuro que estão em jogo.